sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Camelos, Leões e Sábios!

Vou contar uma história sobre os estágios da evolução espiritual humana que foram descritos metaforicamente pelo filósofo Nietzsche.

Esses estágios mostram claramente o funcionamento do ser humano e pode servir como um despertar para quem estiver interessado. São eles: A assimilação, a independência e a criatividade.

O primeiro estágio é o Camelo ou Carneiro, o que somente assimila.

Esse é o tipo de pessoa formada pela sociedade, facilmente controlável. É a pessoa foi ensinada a dizer SIM para tudo. O não, jamais fez parte de seu vocabulário, ela nunca teve a chance de escolha. Assim lhe foi imposto. Por condicionamento ela aceita tudo, porque não se deu conta de que pode ser diferente. Podemos dizer que “obediência e crença” são as palavras de ordem neste estágio.

Até este momento, o indivíduo não tem consciência de si. Tudo é automático e como deveria ser. Expor-se dando sua real opinião é algo totalmente fora de cogitação. Confia demasiadamente no julgamento das outras pessoas sobre si mesmo e em relação ao mundo. Sofre-se muito neste estágio. Pois quase nada é de acordo com sua vontade.

Perdemos muitas coisas por este esquema psicológico. Perdemos vida!

É o mundo das regras, mundo do sofrimento, da escravidão. Temos mil leis mecânicas a obedecer satisfatoriamente, e estas nos separam da verdadeira realização, do absoluto. Ninguém é natural quando tem que atender a tantas expectativas alheias. É aí que acaba o papel da sociedade. Ela só forma camelos. Daí por diante, é com cada um. Quando finalmente acordamos desta cegueira a qual fomos envolvidos, quando acordamos, queremos recuperar o tempo perdido. E desabrochamos.

Então neste momento passamos ao estágio de leão, que é uma rebelião contra o camelo. O leão ruge contra a autoridade, contra imposição. E faz cair por terra a frase “Tu não deves”.

É a fase da independência.

Na fase leão, a pessoa começa a tornar-se consciente e descobrir-se. Encontra em seu interior um diamante bruto, que precisa ser lapidado. Mas ainda não é senhor de si, e teme voltar à fase do camelo, por isso luta todo o tempo. O seu eu pessoal está em desenvolvimento, mas não totalmente formado, encontra-se em processo de auto-afirmação.

Esta virada de chave, esta transformação só pode contar com você. Ninguém mais pode fazê-lo por você. E se você não decidir se tornar um leão, continuará camelo para sempre.Mas também precisa saber que estará por sua conta e risco neste caminho, não espere apoio dos camelos.

Afinal, um leão incomoda muito os camelos à sua volta. Porque os camelos são pacatos, não querem perturbação, e não gostam de mudanças!! Os leões são amedrontadores perante os olhos dos camelos. Eles temem o desejo de se tornar leões e ter que sair de sua comodidade. Mas não há motivos para preocupação, pois infelizmente, os Leões são raridades, exceções.

A terceira e última fase, a mais bela e significativa é quando nos tornarmos sábios. Fase da criatividade.

É quando não precisamos mais lutar contra, quando ultrapassamos, quando superamos e compreendemos. E então, simplesmente tudo pode continuar como está, porque você já se transformou e não faz mais parte daquele tão conhecido jogo. Neste momento não importa mais o mundo exterior, como ele funciona, quais suas cobranças... Porque você tem tudo que precisa dentro de você. Você está no mundo, mas não é do mundo. Você se torna LIVRE.

Neste momento, você se tornou criança ou sábio... E a vida, certamente será vista com outros olhos, vivida de outra maneira. A vida se torna esplendorosa, intensa e com plenitude. Nossa intenção, deveria ser sempre ir em busca da cor viva que colore mas a maioria não tem idéia de que vê o mundo preto e branco...

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Onde cabe seu sonho?

Muitas pessoas não precisam de muito para viver, elas só precisam de seus sonhos e de esperança. Elas só têm que acreditar em algo que faça sentido.

Não sei como algumas pessoas conseguem viver sem que sua vida faça sentido, ou, se somente esperam pouco da vida, mas caso vivam assim, ou optem por isso, tenho que confessar que as acho muito corajosas também.

Recentemente num filme que assisti o diálogo inicial já demonstrava o conteúdo do filme e dizia assim: O que você faz para viver? Não quero saber o que você faz para sobreviver.

Simplesmente muitos não sabem o que dizer. Não se permitiram pensar sobre o assunto ou provavelmente nunca nem lhes veio à mente esta questão. Vivem a vida no automático.

Se deixar levar por algum sonho, abrir o pensamento e deixar fluir. Como dizia Lindolfo Bell “Menor que meu sonho não posso ser”.

Isso porque nunca temos tempo de parar e pensar nessas questões “profundas”, pois temos que correr atrás da máquina, se não o mundo nos devora, certo? Não é isso que dizem?

Errado! Seremos devorados por nossas próprias necessidades se não tomarmos consciência de quanto isto é importante para nosso Ser, para nossa evolução.

Se não nos permitirmos pensar nisso hoje, abrir espaço em nossas vidas para o que realmente importa, talvez seja tarde demais. Talvez estejamos doentes demais, ou sozinhos demais, ou perdidos demais. Talvez enxerguemos o real sentido da vida, quando quase já não haja mais tempo para viver de outra forma. E então, teremos que “sobreviver” com o gosto amargo da visão tardia, da falta de tempo, ou até, do arrependimento.

O que quero dizer e instigar nas pessoas, é que sejam mais ousadas e menos padronizadas. Tenham coragem de assumir seus sonhos, por mais loucos que possam parecer. Afinal, como poderemos conquistar algo se não sonharmos?

Não importa o que a sociedade falará, o que seus parentes comentarão, o que seus amigos pensarão. A vida é sua, cada um sabe onde o calo aperta, cada um sofre sua dor e mais ninguém.

Não tema ir de encontro aos seus sonhos, por mais difíceis que lhe pareçam. Pois só assim, a vida vale a pena ser vivida! Do contrário, não vivemos, apenas sobrevivemos.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Quem é você?


Quantas pessoas conseguem responder esta pergunta tão profunda? Gostaria que fossem muitas. Mas infelizmente isso não condiz com a realidade. A maioria não sabe quem é. Não sabe por que nunca ousou se perguntar ou nunca ousou ouvir a resposta. Ou porque não tem tempo de pensar no assunto, ou nunca teve chance de entrar em contato com esta questão. Sei que muitas pessoas podem pensar que não sei o que estou dizendo, que obviamente todos sabemos quem somos. Mas não quero uma resposta convencional do tipo: qual seu nome, sua profissão, qual seu hobby.

Quero saber se você sabe quem você é de verdade.

Porque a primeira dificuldade é descobrir isso, a segunda dificuldade é aceitar, e a terceira é viver de acordo com essa verdade. Há pessoas que até descobrem, mas nunca aceitam e muito menos se permitem viver de acordo. Outras descobrem e até aceitam, mas jamais a viverão.

Eu não diria que são covardes, porque realmente não é tão fácil assumir. Diria somente que elas não são ousadas o bastante. Afinal, a verdade não é para qualquer um, é preciso muita coragem para conseguir suportá-la. Pois a visão gera tensão. A visão gera sofrimento. Então não serve para quem quer levar uma vida pacata sem maior stress.

O intuito é viver a vida em sua plenitude, é sentir-se conectado com todas as coisas. Como você pode experimentar isso sem ao menos saber quem é? Quais são seus objetivos mais elevados? Por que você está aqui? Qual será a sua missão? O que faz seus olhos brilharem de verdade?

Admita para você mesmo (não precisa contar a ninguém se ainda não estiver preparado). Aceite primeiro, mas seja honesto consigo.

Do que gosta realmente? Não o que “deveria” gostar, ou o que gostariam que você gostasse.

Permita-se pensar sobre isso.

Você tem a vida que gostaria de ter? É do tamanho dos seus sonhos ou desejos mais íntimos?

Pense que, se você soubesse que teria que viver sua vida novamente, exatamente igual, como se sentiria? Viva de forma que você no mínimo goste muito desta idéia.

Não estou falando financeiramente, pois isso não é facilmente controlável por nós. Estou falando de outra coisa, pois o dinheiro é somente uma distração, que nos desvia do caminho essencial à nossa evolução, e se não percebermos a tempo, ele toma conta de nossas vidas.

Se você conseguir responder a essas perguntas (leve o tempo que precisar), já estará no caminho. Mas não se iluda de que será fácil colocar tudo isso em prática, talvez seja o maior desafio de sua vida. Mas mesmo assim, vale muito a pena. É por isso que estamos aqui, para viver da forma como fomos criados, não tentando sempre ser de forma diferente. Estamos aqui para pensarmos por nós próprios além de tudo, e não somente reproduzirmos o que ouvimos sem questionamentos.

Devemos acima de tudo ouvir nossa voz interior sempre, mesmo nos momentos em que parece que ela nos diz para tomarmos um caminho que vai para o lado oposto do que os outros te dizem, e você fica completamente perdido, em dúvida e assustado.

O seu “eu” sabe para onde deve ir, mesmo que conscientemente você não saiba. Acredite nele! Comece a testar, por mais que te digam que você deve estar louco. Não caia nessa. Teste e confira você mesmo.

Não há outra maneira de sentir. Isso é viver com consciência.

Gostaria de terminar com uma frase do filósofo Nietzsche, que considero de uma riqueza absoluta, e que nos mínimo nos faz pensar:

Torna-te o que tu és!

Acho que após esta citação, nada mais precisa ser dito!

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Dias e dias..



É, tem dias e dias...

Dias em que se têm vontade de cantarolar, admirar o sol, e encantar-se com as estrelas...
Dias em que nem o céu mais azul é capaz de te animar...

Essa é a vida. Com altos e baixos. Com prazeres e dissabores. Com alegrias e nostalgias.

Indefinível! Sim, essa seria a palavra mais correta para tentar exemplificar estes estados internos alternantes.

Indefinível porque normalmente ninguém consegue exprimir com exatidão o que sente, por que sente. E a cada momento esta sensação pode mudar.

Por conta disto, nos sentimos lunáticos, nos cobramos por nos comportarmos assim, mesmo tendo consciência que nós não temos controle de nossos sentimentos. As pessoas criticam, maldizem e não compreendem.

Mas gente!! Isso é vida. Viver é assim.. Viver é mudar.. todos os dias, todos os minutos. Somos influenciados a todo o momento por tudo que está ao nosso redor. Somos a soma de nossas experiências. E a cada minuto vivido, adiciona-se mais tempero a esta receita.

Toda palavra dita modifica algo em nós. Cada cena vista, altera nossa visão da vida.

Precisamos aprender a lidar com as mudanças.. aceitar, compreender e experimentar. Se lutarmos contra as intempéries todo o tempo, deixaremos de viver plenamente.

Já dizia Heráclito: “não há nada permanente a não ser a mudança”

Afinal, “sempre a primavera, nunca as mesmas
flores”.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Quando eu perdi o bonde!


Eu não sei quanto a vocês, mas eu vivo com um medo de perder o bonde!

De passar pela vida e não ter entendido qual seu verdadeiro propósito. De me deixar levar pelos motivos errados ou ir com tanta pressa e tão obtusamente ao meu objetivo final (que eu mesma elegi), que quando já não houver mais tempo, descobrir que o troféu de ouro era para quem observasse as perfeições do caminho!

Não que tenha sempre que ser vencedora, não é isso. Mas me corrói pensar que desperdicei minha única chance de ter me deliciado com a vida e por ignorância deixei passar esta oportunidade...

E por mais que tentemos manter esta questão em mente sempre, alertando-nos de que devemos curtir cada fase de nossa vida, mesmo que seja um período difícil, a ansiedade em saber o que vem depois é inegável. Ela nos leva para longe, para um futuro que nem sabemos como será e “se” virá. Ela nos faz correr com tênis próprios para velocidade em busca do pote dourado no fim do arco-íris. Ela nos faz querer desesperadamente a consagração, quando o lance é a arte da construção.

Não significa que não devemos ser focados, só não podemos estar alheios.

A atenção nas coisas e situações ao nosso redor é que nos mostrarão uma perspectiva totalmente diferente. Costumamos ser tão bitolados e condicionados a ter o mesmo olhar perante a vida, que não percebemos as maravilhosas variações que ela nos proporciona.

São os detalhes da estrada que nos fortalecem, enriquecem e indicarão a melhor maneira de chegar onde pretendemos. Assim, é fundamental saber peregrinar. Pois é nela, na estrada da vida, que contêm diversos segredos e quem passa correndo, perde o bonde!

Mas não menos importante, é respeitarmos nosso ritmo de caminhada. Quem sempre tenta alcançar os outros, importando-se mais em não ficar para trás do que com o intuito da jornada, está fadado ao fracasso.

Por isso, não se intimide por estar mais distante ou por ter que caminhar por um tempo só, o que de fato têm valor é completar o percurso, coletando todas as pedras preciosas no decorrer dele, e saber o que fazer com elas quando chegar ao destino!

Decididamente não quero perder o bonde!

quinta-feira, 30 de julho de 2009

A beleza da sabedoria!

Numa calma tarde de segunda-feira, fui visitar minha avó. Sentadas num sofá tomando um ar fresco, começamos a conversar sobre coisas da vida. Ela com seus quase 80 anos, mas muito lúcida e perspicaz ainda. Falávamos das angústias e anseios que corroem nossa geração, e o modo como as pessoas encaram isso. Sempre tive uma queda bem forte por idosos, e ainda mais por minha avó.

Como são sábios os idosos, sempre os admirei por isso. E naquele momento me surpreendi pensando sobre isso novamente. Embora pareçam frágeis por conta do corpo físico, mas existe uma força e uma sabedoria espetacular se os olharmos de verdade. Se pudéssemos nos cercar deles e aprender com suas experiências, nos pouparia muita dor de cabeça.

Mas pouca gente tem paciência para os idosos, não tem tempo nem interesse em ouvir o que eles têm a dizer, pensam que são ultrapassados e não sabem nada deste mundo atual. Na verdade, o que os idosos não estão por dentro, é dos modismos e modernismos, seria pedir demais também, pois nem nós conseguimos acompanhar.

Agora, o que eles sabem e nunca muda, são os valores essenciais de nossas vidas, e que nem todos nessa jornada vão se dar conta disso.

São conceitos sobre as belezas de uma vida simples, de curtir as maravilhas da natureza, de apreciar uma boa companhia, de ter uma conversa agradável, de ouvir mais as pessoas e falar menos. De interagir com pessoas ao invés de ficar parado na frente da televisão ou computador. Dar valor as refeições feitas com toda família e agradecer por esta oportunidade que nos dias modernos se tornou tão raro. De estarmos vivos e respirarmos ar fresco. São coisas tão simples e banais, que fazem a plenitude de cada momento.

O que sempre pensei sobre a “idade da sabedoria”, é que é maravilhoso, pois já estão numa fase que não precisam mais provar nada para ninguém. Não precisam mais correr atrás do que nós mais jovens damos valor e que levamos tanto tempo para aprender que não é isso que nos fará feliz.

Sim, talvez com a idade deles tenhamos aprendido tudo isso.. Torço muito para isso, mas faço minha parte também. E parte dela, é ouvir os mais sábios!

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Pedi, recebi! E agora?

Tem uma pergunta que não me deixa em paz: Por que será que quando desejamos algo, e o “algo” começa a tomar forma, nos sentimos acuados? Será um mistério a ser desvendado?

Vale o desafio, e arrisco algumas sugestões!

Perceba que geralmente acontece a mesma seqüência de acontecimentos com a maioria das pessoas. Sua vida pode estar tranqüila (aparentemente), confortável, mesma rotina, etc. Você gosta da sua vida tal como ela é. Mas não sei. Às vezes internamente uma perturbação começa a se fazer presente, nas entrelinhas... Como um sussurro ao longe..
Como uma brisa leve tentando despertar nossa atenção.

Neste momento você começa a se inquietar e procurar o motivo que o está fazendo perder o sono. E o encontra. Saímos a campo para tentar solucionar nossa incansável insatisfação e descobrimos o que nos faria extremamente felizes. Pronto! Agora é só esperar o que ansiamos tanto, acontecer. Quando o que tanto queremos se realizar, temos certeza que aquela “vozinha” chata nos deixará em paz e não mais estaremos à mercê dela.

E de repente, o nosso desejo começa a se tornar uma realidade. Assim, sem mais nem menos, sem aviso prévio! Não manda uma carta avisando, telegrama, sinal de fumaça, nada. Simplesmente se torna real. E aí?

Muitas vezes, pânico instalado. Outras, somente um medo nos invade tomando conta de todo nosso ser. E nos pega de calças curtas! Porque por esta, ah! Por esta, você não esperava. E isso invariavelmente nos confunde. Pois, se é algo que você tanto almejou, como explicar que no momento em que tudo acontece você sente desta forma? E pode até questionar-se, se sua intenção verdadeira era mesmo esta.

Bem, primeiro eu diria que não deveríamos racionalizar tudo. Afinal, querer achar razões lógicas para sentimentos é a maior prova de que estamos totalmente identificados com o intelecto, pois precisamos de argumentos plausíveis para todo e qualquer comportamento e emoção, e sequer nos damos conta de que algumas coisas são irracionais, inexplicáveis, indefiníveis e misteriosas.

Outro ponto a ser considerado, é que o “medo” que sentimos diante de mudanças, é criação do Ego. O ego, não gosta de mudanças. O ego, tenta nos imobilizar na zona de conforto. O ego necessita de segurança. Portanto mudar é totalmente contra seu esquema.

Não dê ouvido a ele, persista no seu intuito e vença!

Não caia nesta armadilha, marche!