quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Ser feliz dá trabalho!
Aqueles que são mais acomodados preferem deixar tudo como está a ter que começar a um trabalho longo e árduo atrás do que realmente importa em sua vida. E muito provavelmente, nem pensam sobre isso para não se incomodar, afinal é extremamente desconfortável viver uma situação que não o agrada totalmente tendo plena consciência disso. Então neste caso, é preferível nem enxergar.
Na vida tomamos decisões por um destes dois caminhos: ou para sermos felizes ou para evitar o sofrimento.
O caminho correto é a escolha de ser feliz, pois as pessoas ao nosso redor também só conseguirão ser felizes, se também o formos. Precisamos estar em paz conosco para transmitirmos uma boa energia e tranqüilidade.
Mas se decidirmos evitar o sofrimento é praticamente certo que falharemos. Pois por medo de sofrer ou fazer outros sofrerem, deixamos de buscar nossa felicidade e acabamos impedindo outros de encontrarem a sua também.
Tentando calar nossos anseios mais íntimos, vamos afastando-nos de nossos sonhos, e criamos uma realidade separada para não sofrermos demais com a não realização deles. E fato é que a amargura toma conta de nossa alma. Perdemos o entusiasmo. Entusiasmo pela vida!
Ao mesmo tempo temos medo da morte! E não nos damos conta de que estamos nos envenenando aos poucos, pois a amargura é um veneno potentíssimo que dará cabo a nossa vida ou promoverá uma doença que o faça.
O maior problema é a nossa cegueira. Não conseguimos perceber desta forma e continuamos cavando nossa própria cova. Continuamos empurrando com a barriga, tapando nossos olhos e fechando nossos ouvidos a fim de manter a nossa segurança construída tão arduamente. Não aceitamos nada que ameace nossa estrutura, que coloque em risco nosso castelo atrás do qual nos escondemos.
Ressentimos-nos com as pessoas que por algum motivo acordaram para a vida, descobriram que a vida precisa ser vivida, e que topam pagar o preço de viver na insegurança. Só que neste pacote inclui todas as emoções que temos medo de sentir.
Então taxamo-nas de “fora da realidade”, para o fardo ficar um pouco mais leve em nossas costas. Temos que arranjar desculpas para não compreendê-las por pavor de sentir a mesma necessidade, e isto quer dizer, arregaçar as mangas e conviver com um incômodo incessante por longo tempo até que uma nova realidade seja construída.
Mas nem todos querem se sujeitar a isto, mas também pagam um preço alto por esta escolha. Abdicam do sopro da vida, não restando quase nada. Nem vontade de morrer nem vontade de viver..
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
O Sr. Ferreira, taxista em Ribeirão Preto
Pode ser dentro de um táxi e em alguns poucos minutos, que aprendemos as coisas mais importantes da vida!
Uma história simples e sofrida, mas absolutamente sem rancor, o que mais me impressionou.
O Sr. Ferreira me mostrou que nem sempre as pessoas que tiveram condições caóticas de vida, são pessoas amargas ou amarguradas, infelizes, tristes, deprimidas ou descrentes da vida.
Não!
Pelo contrário, conduziu-me por sua trajetória lindamente, o que me comoveu demais, por ser algo tão desprovido de amor, atenção, carinho e mesmo assim, por tudo que passou e não foi pouco, ele tirou a melhor lição possível. Quando a maioria de nós, já teria jogado a toalha há muito tempo, passaria o resto da vida lamentando-se por sua má sorte e não interessaria o que de bom viesse à frente, pois nada compensaria ou apagaria o passado digno de dó.
A força dessas pessoas iluminadas é algo que me intriga e fascina. Pois não são pessoas que estudaram e aprofundaram-se no tema de evolução espiritual e então passam a aplicar a teoria aprendida por consciência.
Não!
Elas nascem com essa sabedoria desenvolvida, é algo delas mesmo e nem precisa ser muito lapidado.
Talvez seja a única maneira de suportar a miséria de suas vidas? Talvez!
Mas há que considerar que poderiam ir pelo outro caminho, o mais fácil, o da autopiedade e comiseração como a maior parte das pessoas.
Para o Sr. Ferreira, a beleza da vida está na simplicidade das coisas. Não precisa de luxo, tecnologia e dinheiro. Olhar um pato nadando, uma galinha ciscando, a natureza perfeita ao seu redor, é o que de maior pode almejar. Essa é sua felicidade.
Seu sonho, que ele acha impossível de realizar, mas nem por isso deixa de tê-lo, é morar num sítio onde passará o resto de sua vida curtindo os bons momentos a sua maneira.
Não estou pregando que tudo que o mundo moderno nos proporciona é de pouca valia, obviamente nos dias de hoje não vivemos mais sem as “modernidades” , mas certamente de nada elas valem se também não soubermos o valor da simplicidade.. Pois poderemos conquistar o que for, o que de maior pudermos possuir, nada suprirá nosso vazio, porque não é lá que está o que pode nos preencher.
E a simplicidade, está no olhar de quem está atento.. Na visão das sutilezas.. É ver beleza, onde só a consciência de vida pode te mostrar.. É lá que moram os mais ricos detalhes..
Então, cabe a cada um de nós, aprendermos um pouquinho com o sábio Sr. Ferreira!
E a vida que levamos, é onde mostramos quem somos.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Escravidão Incondicional!
A prisão é a morte em vida! A rigidez sufoca, mata a vida Viva.
O ser humano vive escravizado e não se dá conta. E por isso, reduzem-se as chances de liberdade.
A escravidão faz-se na inconsciência, na ignorância, na visão equivocada da vida.
Somos prisioneiros dos condicionamentos, do mundo padronizado, dos conceitos gerais. O padrão é a prisão, pois nos obriga a repetir o que os outros fazem.
Seguimos os padrões para nos sentirmos encaixados no sistema, sem nos questionarmos se realmente é aquilo que queremos para nossas vidas. A regra implícita é não pensar sobre.
O automatismo, a mecanicidade não permite a criatividade. É somente “reação” e nunca “ação”. Continuamos condenados enquanto condicionados.
Incondicionalmente aceitamos fazer parte deste esquema, por falta de conhecimento, por não sabermos que temos escolha.
Eterna prisão!
Que deixa-nos totalmente apáticos e prostrados perante a vida. Que mata a “chama” da verdade.
Os prisioneiros são o maior problema, não a prisão. Existe um medo latente de descobrir como é simples viver lá fora e não saber o que fazer com o habitual e já conhecido sofrimento, angústia, medo, espera, sonho.
Como viver de outra maneira? Como ser livre? O que fazer com tal liberdade?
Mas enquanto a massa dorme, alguns conseguem escapar da prisão. E descobrem que somente em liberdade temos idéia do real significado da Vida.
E a única saída é a consciência. Através de nossa transformação interior, seremos libertados. Conhecer e entender a si mesmo, é a fundamental neste caminho.
Ouvir o coração, acreditar na intuição. São coisas tão simples e que fazem toda a diferença. Onde estiver seu coração estará sua felicidade, sua paz.
E então seguiremos ao próximo estágio!
Liberdade!!!
Eterna Liberdade!
...E de ficar calado às vezes, quando nada é necessário. Quando se pode dispor de todas essas dimensões possíveis, existe liberdade” – Osho
Liberdade é não precisar da aprovação de outrem;
Liberdade é sentir-se pleno e realizado independente do mundo exterior;
Liberdade é na verdade uma conquista interior, algo que vem do seu profundo ser. E não pode ser tirada de você.
Nossa Alma é intrinsecamente livre!
É não se abalar. É não ser contra nem a favor. É estar tão seguro da sua verdade que não precise prová-la a ninguém. É cair fora de qualquer jogo.
Liberdade é compreensão!
A verdade é única de cada um, não se ensina, não se empresta. E cabe a nós mesmos descobrirmos a nossa. Só ela nos libertará, nada mais.
Liberdade é oportunidade!
Para resgatar a Liberdade de nossa Alma, é preciso retornar. Ir de encontro ao seu Eu. É uma jornada interna que só pode ser feita pelo próprio indivíduo. É tirar camada por camada dos condicionamentos até chegar à essência.
Liberdade é ultrapassar! É ir além.
A Felicidade e paz interior dependem desta Liberdade de ser. Ninguém pode ser pleno, engessado por excessivas regras e paradigmas.
Liberdade é saber respeitar o limite do outro!
Liberdade é consciência plena! É ser você mesmo, e assumir a responsabilidade por isso. E responsabilidade é crescimento.
Liberdade é Maturidade!
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Camelos, Leões e Sábios!
Esses estágios mostram claramente o funcionamento do ser humano e pode servir como um despertar para quem estiver interessado. São eles: A assimilação, a independência e a criatividade.
O primeiro estágio é o Camelo ou Carneiro, o que somente assimila.
Esse é o tipo de pessoa formada pela sociedade, facilmente controlável. É a pessoa foi ensinada a dizer SIM para tudo. O não, jamais fez parte de seu vocabulário, ela nunca teve a chance de escolha. Assim lhe foi imposto. Por condicionamento ela aceita tudo, porque não se deu conta de que pode ser diferente. Podemos dizer que “obediência e crença” são as palavras de ordem neste estágio.
Até este momento, o indivíduo não tem consciência de si. Tudo é automático e como deveria ser. Expor-se dando sua real opinião é algo totalmente fora de cogitação. Confia demasiadamente no julgamento das outras pessoas sobre si mesmo e em relação ao mundo. Sofre-se muito neste estágio. Pois quase nada é de acordo com sua vontade.
Perdemos muitas coisas por este esquema psicológico. Perdemos vida!
É o mundo das regras, mundo do sofrimento, da escravidão. Temos mil leis mecânicas a obedecer satisfatoriamente, e estas nos separam da verdadeira realização, do absoluto. Ninguém é natural quando tem que atender a tantas expectativas alheias. É aí que acaba o papel da sociedade. Ela só forma camelos. Daí por diante, é com cada um. Quando finalmente acordamos desta cegueira a qual fomos envolvidos, quando acordamos, queremos recuperar o tempo perdido. E desabrochamos.
Então neste momento passamos ao estágio de leão, que é uma rebelião contra o camelo. O leão ruge contra a autoridade, contra imposição. E faz cair por terra a frase “Tu não deves”.
É a fase da independência.
Na fase leão, a pessoa começa a tornar-se consciente e descobrir-se. Encontra em seu interior um diamante bruto, que precisa ser lapidado. Mas ainda não é senhor de si, e teme voltar à fase do camelo, por isso luta todo o tempo. O seu eu pessoal está em desenvolvimento, mas não totalmente formado, encontra-se em processo de auto-afirmação.
Esta virada de chave, esta transformação só pode contar com você. Ninguém mais pode fazê-lo por você. E se você não decidir se tornar um leão, continuará camelo para sempre.Mas também precisa saber que estará por sua conta e risco neste caminho, não espere apoio dos camelos.
Afinal, um leão incomoda muito os camelos à sua volta. Porque os camelos são pacatos, não querem perturbação, e não gostam de mudanças!! Os leões são amedrontadores perante os olhos dos camelos. Eles temem o desejo de se tornar leões e ter que sair de sua comodidade. Mas não há motivos para preocupação, pois infelizmente, os Leões são raridades, exceções.
A terceira e última fase, a mais bela e significativa é quando nos tornarmos sábios. Fase da criatividade.
É quando não precisamos mais lutar contra, quando ultrapassamos, quando superamos e compreendemos. E então, simplesmente tudo pode continuar como está, porque você já se transformou e não faz mais parte daquele tão conhecido jogo. Neste momento não importa mais o mundo exterior, como ele funciona, quais suas cobranças... Porque você tem tudo que precisa dentro de você. Você está no mundo, mas não é do mundo. Você se torna LIVRE.
Neste momento, você se tornou criança ou sábio... E a vida, certamente será vista com outros olhos, vivida de outra maneira. A vida se torna esplendorosa, intensa e com plenitude. Nossa intenção, deveria ser sempre ir em busca da cor viva que colore mas a maioria não tem idéia de que vê o mundo preto e branco...
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Onde cabe seu sonho?
Não sei como algumas pessoas conseguem viver sem que sua vida faça sentido, ou, se somente esperam pouco da vida, mas caso vivam assim, ou optem por isso, tenho que confessar que as acho muito corajosas também.
Recentemente num filme que assisti o diálogo inicial já demonstrava o conteúdo do filme e dizia assim: O que você faz para viver? Não quero saber o que você faz para sobreviver.
Simplesmente muitos não sabem o que dizer. Não se permitiram pensar sobre o assunto ou provavelmente nunca nem lhes veio à mente esta questão. Vivem a vida no automático.
Se deixar levar por algum sonho, abrir o pensamento e deixar fluir. Como dizia Lindolfo Bell “Menor que meu sonho não posso ser”.
Isso porque nunca temos tempo de parar e pensar nessas questões “profundas”, pois temos que correr atrás da máquina, se não o mundo nos devora, certo? Não é isso que dizem?
Errado! Seremos devorados por nossas próprias necessidades se não tomarmos consciência de quanto isto é importante para nosso Ser, para nossa evolução.
Se não nos permitirmos pensar nisso hoje, abrir espaço em nossas vidas para o que realmente importa, talvez seja tarde demais. Talvez estejamos doentes demais, ou sozinhos demais, ou perdidos demais. Talvez enxerguemos o real sentido da vida, quando quase já não haja mais tempo para viver de outra forma. E então, teremos que “sobreviver” com o gosto amargo da visão tardia, da falta de tempo, ou até, do arrependimento.
O que quero dizer e instigar nas pessoas, é que sejam mais ousadas e menos padronizadas. Tenham coragem de assumir seus sonhos, por mais loucos que possam parecer. Afinal, como poderemos conquistar algo se não sonharmos?
Não importa o que a sociedade falará, o que seus parentes comentarão, o que seus amigos pensarão. A vida é sua, cada um sabe onde o calo aperta, cada um sofre sua dor e mais ninguém.
Não tema ir de encontro aos seus sonhos, por mais difíceis que lhe pareçam. Pois só assim, a vida vale a pena ser vivida! Do contrário, não vivemos, apenas sobrevivemos.
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Quem é você?
Quantas pessoas conseguem responder esta pergunta tão profunda? Gostaria que fossem muitas. Mas infelizmente isso não condiz com a realidade. A maioria não sabe quem é. Não sabe por que nunca ousou se perguntar ou nunca ousou ouvir a resposta. Ou porque não tem tempo de pensar no assunto, ou nunca teve chance de entrar em contato com esta questão. Sei que muitas pessoas podem pensar que não sei o que estou dizendo, que obviamente todos sabemos quem somos. Mas não quero uma resposta convencional do tipo: qual seu nome, sua profissão, qual seu hobby.
Quero saber se você sabe quem você é de verdade.
Porque a primeira dificuldade é descobrir isso, a segunda dificuldade é aceitar, e a terceira é viver de acordo com essa verdade. Há pessoas que até descobrem, mas nunca aceitam e muito menos se permitem viver de acordo. Outras descobrem e até aceitam, mas jamais a viverão.
Eu não diria que são covardes, porque realmente não é tão fácil assumir. Diria somente que elas não são ousadas o bastante. Afinal, a verdade não é para qualquer um, é preciso muita coragem para conseguir suportá-la. Pois a visão gera tensão. A visão gera sofrimento. Então não serve para quem quer levar uma vida pacata sem maior stress.
O intuito é viver a vida em sua plenitude, é sentir-se conectado com todas as coisas. Como você pode experimentar isso sem ao menos saber quem é? Quais são seus objetivos mais elevados? Por que você está aqui? Qual será a sua missão? O que faz seus olhos brilharem de verdade?
Admita para você mesmo (não precisa contar a ninguém se ainda não estiver preparado). Aceite primeiro, mas seja honesto consigo.
Do que gosta realmente? Não o que “deveria” gostar, ou o que gostariam que você gostasse.
Permita-se pensar sobre isso.
Você tem a vida que gostaria de ter? É do tamanho dos seus sonhos ou desejos mais íntimos?
Pense que, se você soubesse que teria que viver sua vida novamente, exatamente igual, como se sentiria? Viva de forma que você no mínimo goste muito desta idéia.
Não estou falando financeiramente, pois isso não é facilmente controlável por nós. Estou falando de outra coisa, pois o dinheiro é somente uma distração, que nos desvia do caminho essencial à nossa evolução, e se não percebermos a tempo, ele toma conta de nossas vidas.
Se você conseguir responder a essas perguntas (leve o tempo que precisar), já estará no caminho. Mas não se iluda de que será fácil colocar tudo isso em prática, talvez seja o maior desafio de sua vida. Mas mesmo assim, vale muito a pena. É por isso que estamos aqui, para viver da forma como fomos criados, não tentando sempre ser de forma diferente. Estamos aqui para pensarmos por nós próprios além de tudo, e não somente reproduzirmos o que ouvimos sem questionamentos.
Devemos acima de tudo ouvir nossa voz interior sempre, mesmo nos momentos em que parece que ela nos diz para tomarmos um caminho que vai para o lado oposto do que os outros te dizem, e você fica completamente perdido, em dúvida e assustado.
O seu “eu” sabe para onde deve ir, mesmo que conscientemente você não saiba. Acredite nele! Comece a testar, por mais que te digam que você deve estar louco. Não caia nessa. Teste e confira você mesmo.
Não há outra maneira de sentir. Isso é viver com consciência.
Gostaria de terminar com uma frase do filósofo Nietzsche, que considero de uma riqueza absoluta, e que nos mínimo nos faz pensar:
Torna-te o que tu és!
Acho que após esta citação, nada mais precisa ser dito!